quinta-feira, 22 de maio de 2008

Saramago

"Não se sabe tudo, nunca se sabe tudo, mas há horas em que somos capazes de acreditar que sim, talvez porque nesse momento nada mais nos podia caber na alma, na consciência, na mente, naquilo que se queira chamar ao que nos vai fazendo mais ou menos humanos".
p.15

"Decidi com meus botões que iria tornar-me invisível até que a noite acabasse de se fechar, mas a tia Maria elvira percebeu a manobra e, quando eu me dispunha a perder-me pelos arredores, disse-me no tom mais tranquilo do mundo: "À hora de ele vir do trabalho, tu sentas-te na soleira da porta e ficas à espera. Se ele te quiser bater, eu cá estou, mas tu não arredas pé." estas são boas lições, das que vão durar toda a vida, das que nos agarram pelos ombros quando estamos prestes a ceder."
p. 30

"Mas a imagem que não me larga nessa hora de melancolia é a do velho que avança sob a chuva, obstinado, silencioso, como quem cumpre um destino que nada poderá modificar. A não ser a morte."
p. 120

"(...) abreviar o caminho (...)
p.137

(SARAMAGO, José – As Pequenas Memórias, SP, Cia das letras, 2006)

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